segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sabe, Maria Alice, acho que o meu mundo é demasiado hermético para esta gente...

Afinal, quantas pessoas disto dos blogs saberão do que estou a falar quando digo que jantei um robalo ao sal num restaurante do Guincho, a que me refiro quando discorro sobre o prazer de conduzir um desportivo alemão com trezentos e nove cavalos, sem música, que o roncar do motor é mais que suficiente, quando afirmo que sou o simples portador de um relógio que me limito a transportar entre uma e outra geração, quando falo daquilo que se passa do outro lado da cortina, de meia vida passada a dormir em hotéis de cinco estrelas, da satisfação que é vestir um fato feito à medida em Savile Row. Ninguém, não é, Maria Alice? 

E um gajo assim sente-se muito sozinho...

5 comentários:

  1. O meu relógio não tem pilhas.
    Ando com ele porque o adoro.
    Esta merda é ou não é profunda, han?

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    1. Nenhum relógio como deve ser tem pilhas, Filipa Brás...

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  2. Então, não é que sô ministro tem razão! Mas saiba o menino, que a maioria nem é por não saber, é mais por não poder. É que depois de serem forçados a contribuir para os seus luxos, sobra-lhes vidas de lixo.

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  3. Apenas as que te saberão dizer que qualquer robalo no Porto de Santa Maria dará 10 a zero a qualquer coisa que comas na Fortaleza do Guincho. Nisso dos carros e de teres apenas um relógio, efectivamente, estarás pouco acompanhado.

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