sexta-feira, 27 de maio de 2016

Um homem vem às internetes de coração aberto, declarar que está pronto para amar e o que é que recebe em troca?

Despeito e hostilidade.

(Mas já devia estar à espera disto, afinal as mulheres de hoje em dia são mesmo assim, muito adversas a isto do amor, chegam a ser agressivas, com a mania das independências e cheias de sonhos profissionais, já não há mulheres carinhosas, amigas do seu marido, mulheres que queiram formar uma família, ser guardadoras do lar, cuidar dos filhos com desvelo, abdicar da carreira para que o homem possa trabalhar em paz e sossego, é tudo agressividade e competição, tudo um ultraje, uma confusão. Enfim, este mundo está virado ao contrário, é o que é)


quarta-feira, 25 de maio de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Senhor Ministro, já está deitado?

Vim ver se a camareira tinha posto na cama a almofada que lhe trouxe de Lisboa e trazer-lhe o leitinho morno com açúcar. Fica aqui, no criado-mudo. Já mandei preparar o fato para amanhã com a gravata que me pediu, está pendurado no manequim. Marquei com o barbeiro logo às sete, prefere outra hora?
Quer que lhe leia um pouco para o ajudar a adormecer? Que lhe cante um lullaby?
Senhor Ministro? Senhor Ministro?

Oh, já dorme, o meu anjo... Sempre destapado, sujeito a arrefecer. Vou só beijá-lo e ajeitar-lhe essa vírgula que lhe cai para a testa. Bons sonhos!

Sabe, Maria Alice, decidi que tenho de fazer um downgrade a este blog

Falar daquele sushi do Yakuza, de comer e chorar por mais (é assim que se diz, não é, Maria Alice?), daquela viagem no meu Mercedes classe A, motor a diesel de quatro cilindros, meio minuto dos zero aos cem, a ouvir Bach com a janela aberta e os cabelos ao vento, de como é bem bom voar de EasyJet e marcar apartamentos muito em conta no Airbnb, ver as horas no meu relógio Hugo Boss de mostrador azul com as fases da lua e de comprar os meus fatos na Pull & Bear, ou lá o que é, que tive que ir ver à net.

É incrível esta merda de encarnar um personagem! Fónix, até pareço mesmo um pobrezinho amoroso! Assim de certeza que se vão identificar mais comigo, não acha, Maria Alice? 

Sabe, Maria Alice, acho que o meu mundo é demasiado hermético para esta gente...

Afinal, quantas pessoas disto dos blogs saberão do que estou a falar quando digo que jantei um robalo ao sal num restaurante do Guincho, a que me refiro quando discorro sobre o prazer de conduzir um desportivo alemão com trezentos e nove cavalos, sem música, que o roncar do motor é mais que suficiente, quando afirmo que sou o simples portador de um relógio que me limito a transportar entre uma e outra geração, quando falo daquilo que se passa do outro lado da cortina, de meia vida passada a dormir em hotéis de cinco estrelas, da satisfação que é vestir um fato feito à medida em Savile Row. Ninguém, não é, Maria Alice? 

E um gajo assim sente-se muito sozinho...